AgênciaBrasil – Cais do Valongo é reconhecido Patrimônio Cultural da Humanidade

Rio de Janeiro: Cais do Valongo é reconhecido Patrimônio Cultural da Humanidade

  • 09/07/2017 16h21
  • Brasília
Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil
Cais do Valongo, na regioão central da cidade (tomaz Silva/Agência Brasil)
Com título, fica Cais do Valongo no mesmo patamar de importância histórica de outros patrimônios mundiais mais conhecidos, como o Campo de Concentração de AuschwitzAgência Brasil/Arquivo/Tomaz Silva

O Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, principal porto de entrada de escravos nas Américas ao longo de três séculos, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade hoje (9). O reconhecimento da importância histórica e cultural deste sítio, localizado na zona portuária da capital fluminense, foi feito pelo Comitê do Patrimônio Mundial, ligado a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em reunião anual que ocorreu na Cracóvia.

O título não se traduz em benefícios financeiros diretos, mas coloca o Cais do Valongo no mesmo patamar de importância histórica de outros patrimônios mundiais mais conhecidos, como o Campo de Concentração de Auschwitz, na Alemanha, e da cidade de Hiroshima, no Japão, que foram reconhecidos como locais de memória e sofrimento da humanidade.

O Brasil recebeu cerca de 4 milhões de escravos nos mais de 3 séculos de duração do regime escravagista, o que equivale a 40% de todos os africanos que chegaram vivos nas Américas, entre os séculos 16 e 19. Destes, aproximadamente 60% entraram pelo Rio de Janeiro, sendo que cerca de 1 milhão deles pelo Cais do Valongo.

O título tem o objetivo de reconhecer a importância do local e dos africanos que lá desembarcavam para a formação cultural, social e econômica do Brasil. E ainda a sua relevância para toda a humanidade como símbolo da violência que a escravidão representa.

Candidatura

O Cais do Valongo foi o único sítio inscrito pelo Brasil para concorrer ao título este ano. A candidatura foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela prefeitura do Rio de Janeiro e aceita pelo comitê em 2015.

Na oportunidade, foi apresentado dossiê com detalhes da história do tráfico negreiro para o país e o que o trabalho escravo significou para a economia brasileira entre os séculos 16 e 19. O trabalho, coordenado pelo antropólogo Milton Guran, também demonstrou que a importância do sítio arqueológico não está ligada apenas aos afrodescendentes, mas a toda a população brasileira.

Edição: Fábio Massalli
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Convite – Missa da Ressurreição de Prof. Otto de Alencar de Sá Pereira

 

 

Nelie Sá Pereira, Norma Sá Pereira, Norberto Medeiros,

Romilda Sá Pereira, Rafael Sá Pereira Salgado, Moema Sá Pereira Salgado,

Mariana Sá Pereira, Alice Legg Sá Pereira,

Ana Napolitani Salgado, Dora e Julio Salgado Peregrino,
Manuela e Guilherme Sá Pereira Costa, Cecília Sá Pereira Mariano,

Joana Medeiros, Graça Carvalho,
Ricardo Luiz C. de Albuquerque d´Avila Vilella e
Bruno da Silva Antunes de Cerqueira

convidam para a Missa da Ressurreição

de seu inolvidável irmão, amigo, cunhado, tio, tio-avô e padrinho,

Prof. Otto de Alencar de Sá Pereira,

a se realizar na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro,

no dia 11 de julho de 2017, às 19 horas.

 

 

 Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro

Praça Nossa Senhora da Glória, 26

Glória – Rio de Janeiro – RJ

 

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Obituário – Prof. Otto de Alencar de Sá Pereira (1932-2017)

 

Otto de Alencar [de] Sá Pereira nasceu aos 16 de novembro de 1932, no Hospital da Beneficência Portuguesa, bairro da Glória, Cidade do Rio de Janeiro. Era o filho único da união do Dr. Augusto Neiva de Sá Pereira (1904-1977), advogado, e da Senhora, nascida Ruth de Alencar Silva (1907-1969); da segunda união de seu pai, tem três irmãos, Nelie de Sá Pereira, Norma de Sá Pereira e Lino de Sá Pereira (†).

Tanto por sua origem paterna quanto materna, Otto descende de algumas das mais ilustres casas senhoriais do Norte e do Nordeste do Brasil. Seu pai era filho de uma Nabuco Neiva e neto dos Oliveira Junqueira, Leal Ferreira e Carneiro de Campos (aristocracia da Bahia), descendendo do Marquês de Caravelas, José Joaquim Carneiro de Campos (1768-1836), um dos grandes estadistas do Primeiro Reinado, que chegou a redigir boa parte da Constituição de 1824 com D. Pedro I (1798-1834).

Dr. Augusto de Sá Pereira pertencia a uma antiga casa da nobreza portuguesa: a varonia é de — da mesma procedência que Mem de Sá (1500-1572) e Estácio de Sá (1520-1567) —, mas a origem Pereira lhes é mais honrosa, por provir dos Condes da Feira, primos de São Nun´Álvares Pereira (1360-1431), Condestável de Portugal, vencedor da Batalha de Aljubarrota contra os castelhanos (1385), o heroico antepassado da Casa de Bragança que foi canonizado em 2009.

A mãe de Otto era Alencar e Sousa Brasil (Ceará) e neta dos Wilkens de Mattos e Perdigão (Pará). O pai de Ruth, Otto de Alencar (1874-1912) foi um dos maiores matemáticos de sua época, tendo exercido a administração da Iluminação Pública do Rio de Janeiro. Foi ainda exímio pianista e amigo de boêmios como Emilio de Meneses (1866-1918) e Guimarães Passos (1867-1909). Affonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) foi aluno e grandíssimo admirador de Otto de Alencar — que é, inclusive, nome de um logradouro no bairro da Tijuca.

Por ser filha de um casal de primos-irmãos, Ruth era duas vezes prima-sobrinha-neta do grande literato do romantismo brasileiro José de Alencar (1829-1877) e do Barão de Alencar (1832-1921) e sobrinha-bisneta do Cônego José Martiniano de Alencar (1794-1860), senador do Império pela Província do Ceará. Era também bisneta do Cônego Thomaz Pompeu de Sousa Brasil (1818-1877), por linha natural. Thomaz Pompeu era o chefe do Partido Liberal no Ceará e tornou-se senador em 1864.

Otto de Alencar de Sá Pereira foi aluno do Colégio Padre Antonio Vieira, sob a orientação de D. Thomaz Maria da Câmara (1889-1970), professor e codiretor do colégio e seu padrinho de crisma, e dos diretores Baronesa de Saavedra (1904-1959) e Dr. Décio José de Carvalho Werneck (1910-1973). Sua adolescência e juventude foram marcadas pelo engajamento na Congregação Mariana Nossa Senhora das Vitórias, sob a égide do filósofo Pe. Francisco Leme Lopes SJ (1912-1983), de saudosa memória. Desde muito cedo, seu monarquismo transparecia em todas as suas iniciativas.

Seus compromissos marianos formais ele os iniciou quando, em 15.04.1951, se tornou irmão da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

Recebeu formação militar através do antigo Centro de Instrução para Oficiais de Reserva da Marinha (CIORM), de onde saiu como segundo-tenente em 1954. Seguindo tradições familiares, bacharelou-se em Direito em 1958, pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro — em sua família sobressaía-se a figura de seu tio, Dr. Lino de Sá Pereira (1902-1981), procurador-geral do Estado da Guanabara.

Na década de 1960, Otto pôde realizar um de seus grandes desejos, ao cursar História na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde licenciou-se em 1968. Foi a mesma época em que militou entre os propagandistas da revista Catolicismo, grupo que deu origem à Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (SBDTFP). Desligou-se gradualmente da TFP entre 1969 e 1971.

Lecionou História Moderna na Universidade Gama Filho (1969-1971). Em 1970, dois fatos lhe marcam sobremaneira a vida ativa: a admissão na Universidade Católica de Petrópolis (UCP), e a entrada para a Assessoria do Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R. o Príncipe Senhor D. Pedro Henrique (1909-1981), neto e sucessor da Redentora.

Na UCP, passou a lecionar Estudos de Problemas Brasileiros, História do Brasil, Antiga e Medieval. Mais tarde, foi responsável pelas disciplinas de Fundamentos de Ciências Sociais e Realidade Social Brasileira. Lecionou, ainda, História do Direito. Foi também professor titular de História Antiga e Medieval na Sociedade Universitária Augusto Motta (SUAM), de 1972 a 1997.

Em 19 de fevereiro de 1983, Prof. Otto representou o Príncipe Michel de Ligne como padrinho de D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança e Ligne (1983-2009), na cerimônia de batizado do bebê — que simbolizava a continuidade da dinastia imperial brasileira —, na igreja da Glória do Outeiro.

Participou da fundação de um partido monarquista em 1987, quando a cláusula pétrea impeditiva dos movimentos pró-monarquia, constante em todas as constituições brasileiras desde a de 1891, estava prestes a ser derrubada na Assembleia Nacional Constituinte. Foi o vice-presidente do partido, o qual, sob orientação da Casa Imperial, se desfez.

Fundou, em 1988, centenário da Lei Áurea, o Círculo Monárquico do Rio de Janeiro — cujo nome completo homenageia o filho segundo e herdeiro de D. Isabel, D. Luiz (1878-1920), cognominado “O Príncipe Perfeito” —, tendo sido sucessivamente reeleito seu presidente. Trabalhou com afinco pela propaganda da causa monarquista em todo o período anterior e durante o Plebiscito de 1993, por meio do qual os brasileiros optariam, de acordo com as disposições constitucionais transitórias (CR, ADCT, art. 2º), entre a forma republicana e a forma monárquica de governo e o sistema parlamentarista ou presidencialista. A Monarquia Parlamentarista obteve cerca de 13% dos votos válidos na eleição.

Em dezembro de 2001, Prof. Otto renunciou à presidência do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, mantendo-se como associado.

Em 1999, se tornou sócio do Instituto Histórico de Petrópolis e, em 2002, foi homenageado com o título de sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói.

Publicou dezenas de artigos em jornais e revistas de todo país, sempre versando sobre temas monárquicos de relevância histórica. De sua vasta correspondência se destacam as cartas que trocou com o escritor Pedro Nava (1903-1984), seu primo pelo costado materno, e com o poeta gaúcho Mario Quintana (1906-1994).

Em 2000, idealizou com Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, então graduando em História na PUC-Rio e seu afilhado de crisma, o Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora. Diversos pesquisadores e profissionais da História, do Direito e das Ciências Sociais se somaram na iniciativa, fundando o IDII em 13.05.2001, na Igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Prof. Otto foi o presidente do IDII da fundação até abril de 2005; desde então, passou a ser o conselheiro-decano do Instituto.

Publicou, em 16 de novembro de 2007, ao completar 75 anos, seu livro Diálogos Monárquicos — conversas de um avô católico e monarquista com seu neto adolescente.

Em 27 de junho de 2012, recebeu da Câmara Municipal do Rio de Janeiro sua mais alta honorificência, a Medalha Pedro Ernesto, por iniciativa da Vereadora Sonia Rabello de Castro.

Por fim, em 8 de dezembro de 2016 (festa da Imaculada Conceição), Prof. Otto foi empossado como membro honorário da Academia Brasileira de Defesa.

Vitimado pelo câncer, recebeu visita de inúmeros sacerdotes nos últimos meses, que lhe ministravam os santos sacramentos e o reconfortavam.

Isabelista e neoabolicionista, Prof. Otto faleceu em 04.07.2017, em uma casa de saúde de Laranjeiras, exatamente em frente ao antigo Palácio Isabel, hoje chamado de Palácio Guanabara, no dia da festa de Santa Isabel de Portugal (1271-1336) — nascida infanta de Aragão —, a antepassada por quem D. Isabel nutria enorme afeição e devoção.

Prof. Otto deixa a irmã Nelie e a irmã e afilhada Norma, o amigo Norberto Medeiros, além de sobrinhos e quase uma vintena de afilhados.

Seu corpo será velado hoje e enterrado amanhã pela manhã no Cemitério de São João Batista, na Rua Real Grandeza, Botafogo, Rio de Janeiro.

REQUIESCIT IN PACE!

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NexoJornal – Lima Barreto é um bom autor para pensar o Brasil atual

 

Deve-se conferir e ler a importante entrevista e reportagem sobre o grande Affonso Henriques de Lima Barreto, abaixo.

https://www.nexojornal.com.br/entrevista/2017/06/23/Lima-Barreto-é-um-bom-autor-para-pensar-o-contexto-brasileiro-atual-diz-biógrafa

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El País – A vez da literatura produzida por negros e pobres (artigo)

A vez da literatura produzida por negros e pobres

José Ruy Lozano*

 

A escritora Carolina Maria de Jesus se tornou leitura obrigatória dos vestibulares da Unicamp e da UFRGS. Enquanto a Flip vai homenagear Lima Barreto

 

A escritora Carolina Maria de Jesus
A escritora Carolina Maria de Jesus AGÊNCIA BRASIL

 

Em 2013, liderava a equipe de professores de Língua Portuguesa de um grande colégio paulistano, e decidimos adotar o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, como leitura obrigatória. Trata-se, como diz o subtítulo, do diário de uma favelada, em que a autora relata o dia a dia cruel em meio à miséria na periferia de São Paulo.

Poucas vezes vi tamanha reação a uma leitura escolar. Pais nos acusavam de muitas coisas. Uma delas: promover a ignorância em relação à norma gramatical, aludindo ao texto da autora que pouco frequentou a escola. A outra (a meu ver, a pior): o que o relato de vida de “uma favelada” acrescentaria à formação cultural de seus filhos?

Escapava àquelas pessoas, no entanto, o fato de que desvios formais não impediam a autora de criar imagens, estabelecer analogias, refletir sobre o cotidiano e, acima de tudo, narrar com enorme sensibilidade e inteligência seu cotidiano de mulher pobre, que certa vez recorreu ao lixo para dar um par de sapatos a sua filha.

Para muitos (não só os pais daquele colégio), Carolina não fez literatura, apenas escreveu diários, cujo tom confessional prejudicaria o caráter “literário” do texto. Como se diários, sermões, discursos políticos e outros tantos gêneros não recebessem, ao longo do tempo, a chancela de literatura.

O problema com Carolina era – e é – outro: é o lugar de onde ela fala. Das periferias, das favelas, dos lixões. De lá, emergiu uma voz que não se calou nem cedeu lugar à interposição dos mais letrados.

Agora, em 2017, Carolina Maria de Jesus é leitura obrigatória para os exames vestibulares da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Se serve como legitimação, antes tarde do que nunca: mulher, negra, pobre, favelada, catadora de lixo e escritora. Das maiores do Brasil.

Neste mesmo 2017, a Festa Literária de Paraty (Flip) terá como homenageado principal Lima Barreto. A programação do evento, recentemente divulgada, conta ainda com muitos escritores negros, brasileiros e estrangeiros.

A escolha da curadoria da Flip faz justiça ao escritor carioca de origem humilde e vida tão madrasta quanto curta. Anterior à festa da Semana de 1922, não foi incluído no rol dos modernos e, nos livros didáticos dedicados à literatura, fica num limbo estético, confinado à ambígua categoria de “pré” alguma coisa.

Para além da simbologia social que envolve o escritor negro e pobre, vítima do alcoolismo, recusado pela Academia Brasileira de Letras e enjeitado por certas altas rodas intelectuais de seu tempo, deve se ressaltar o período em que viveu e que tão bem retratou (e criticou): a República nascente, hoje paradoxalmente chamada de “Velha”, mas que à época era nova.

O Brasil desse tempo era o país da alternância de poder entre as classes dirigentes paulistas e mineiras. Era o país da higienização dos cortiços cariocas, do massacre de Canudos, da Guerra do Contestado, do grito sufocado de populações marginalizadas tratadas como ameaça de sublevação social e retrocesso histórico.

Certamente Lima Barreto acompanhou os debates raciais que mobilizaram a intelectualidade brasileira à época, dividida entre os derrotistas (a mistura racial vai degenerar nosso povo) e os otimistas (a mistura fará prevalecer a raça branca, afinal a mais forte, e teremos um grande futuro). Como terá sido para alguém como ele ter de conviver com tais discursos, que na época contavam com a prestigiosa chancela da ciência?

Tanto os vestibulares como a Flip não poderiam ter feito escolhas mais significativas diante de nosso atual momento histórico. Não apenas pelo prestígio, ou mesmo pelo resgate, de autores negros de origem modesta. Mas pelo testemunho de suas obras frente às hipocrisias, injustiças e contradições do Brasil.

 

* José Ruy Lozano é sociólogo, autor de livros didáticos, conselheiro do Cipi (Conselho Independente de Proteção à Infância) e coordenador pedagógico geral da Rede Alix – Colégio Nossa Senhora do Morumbi.

 

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/15/opinion/1497554545_151977.html

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Aventuras na História – A imperatriz que não foi (matéria)

Disponibilizamos abaixo a matéria “Princesa Isabel: a imperatriz que não foi”, da jornalista Dimalice Nunes, saída na Revista Aventuras na História, edição 168 (maio/2017).

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Gestor do IDII palestra sobre as relações dinásticas do Brasil no Oitocentos

Em parceria entre o Museu Imperial, unidade petropolitana do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e o IDII, realizou-se hoje o minicurso “Relações Dinásticas no Brasil Oitocentista: Genealogia e História”, no Auditório Multimídia do Museu.

Os alunos da graduação em História e Relações Internacionais da UCP foram o público-alvo do evento, que contou ainda com a participação de funcionários do Museu. Coordenou as atividades o Prof. Bruno Tamancoldi Muniz, chefe do Departamento de História da UCP.

O gestor do IDII, Prof. Bruno da Silva Antunes de Cerqueira, discorreu sobre os casamentos do príncipe espanhol D. Fernando (futuro D. Fernando VI) com a infanta portuguesa D. Maria Barbara, em 1719; do infante português D. João com a infanta espanhola D. Carlota Joaquina, em 1785; do príncipe-herdeiro luso-brasileiro D. Pedro de Alcantara com a arquiduquesa austríaca Leopoldine, em 1817; do imperador brasileiro D. Pedro I com a princesa bávara e napoleônica Amelie de Leuchtenberg, em 1829; do imperador brasileiro D. Pedro II com a princesa napolitana D. Teresa Cristina Maria, em 1843; e da princesa imperial brasileira D. Isabel com o príncipe francês Gaston de Bourbon-Orleans, em 1864.

Os demais casamentos da realeza brasileira também foram explicados, além das uniões celebradas entre a nobreza brasileira e diversas nobrezas europeias.

Presentes ao evento, ainda, o Conselheiro Luciano Cavalcanti de Albuquerque e a Profª. Erika Morais Cerqueira, historiadora muriaense, que lançara o livro “Habitar o passado: Gustavo Barroso e seu tempo”, no Museu Histórico Nacional, na véspera do evento.

Fotos do IDII.

 

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