Os 135 anos de Lima Barreto e o pós-abolicionismo

 

Foto Lima Barreto

Foto de nosso Autor, em 1909.

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Em 13 de maio de 2016 o grande brasileiro Affonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) completa 135 anos de nascimento.

Trata-se da mesma data em que se comemoram os 128 anos da Lei Áurea e os 15 anos do próprio Instituto D. Isabel (IDII).

Em homenagem a esse “paladino malogrado” — um dos que o historiador paulista de origem ucrano-russa Nicolau Sevcenko (1952-2014) estuda em sua obra clássica Literatura como missão (1983) —, o IDII fará uma parceria com o UniCEUB (Centro Universitário de Brasília), para realizar o colóquio Abolicionismo, pós-abolicionismo e neoabolicionismo: o futuro do passado brasileiro que ainda não chegou, em que se discutirão os projetos abolicionistas dos anos 1880 e 1890 rechaçados pela ditadura militar instaurada em novembro de 1889 e os sucessivos governos da Primeira República.

Lima Barreto, filho do tipógrafo e membro do Partido Liberal João Henriques de Lima Barreto (†1922) e da Professora Amalia Augusta Barreto (†1887), nasceu em 13 de maio de 1881. Foi batizado na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, tendo por padrinho o Senador Affonso Celso de Assis Figueiredo (1836-1912) — titulado Visconde de Ouro Preto por D. Isabel em 13.06.1888 —, e por madrinha a própria Nossa Senhora da Glória, conforme lembram seu grande biógrafo, o Acadêmico Francisco de Assis Barbosa (1914-1991), o filósofo Prof. Régis de Morais (Unicamp) e diversos autores.

O escritor voraz é autor de clássicos de nossa literatura, como Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911), Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919) e  Os Bruzundangas (1922). Postumamente, foram publicadas suas memórias e os textos Clara dos Anjos (1948) e Cemitério dos Vivos (1956).

Crítico acérrimo da obra da República Velha entre nós, faleceu doente e amargurado, ainda que queridíssimo por familiares, amigos e admiradores.

No evento Abolicionismo, pós-abolicionismo e neoabolicionismo, o historiador e cientista político Antonio Dutra falará sobre sua vida e obra.

Já a socióloga e historiadora Angela Alonso (USP) — a maior especialista em movimento abolicionista no Brasil atual — falará sobre os projetos de André Rebouças (1838-1898), Joaquim Nabuco (1849-1910) e José do Patrocínio (1854-1905), igualmente malogrados.

Ela autografará seu livro Flores, votos e balas: o movimento abolicionista brasileiro (1868-1888), lançado pela Companhia das Letras recentemente.

O evento deve ocorrer na primeira ou segunda quinzena de junho de 2016.

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