IDII divulga a programação dos 170 anos da Redentora

 

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A imperatriz exilada do Brasil na década de 1900 (c. 1905?). Reprodução fotográfica de Raul Lopes, de 1971, de um original fotográfico de Braun Clement & Cia. Paris. Acervo do Arquivo Grão Pará. 29,1 x 23,4 cm. Arquivo Histórico do Museu Imperial / Ibram / MinC.

 

Em 29 de julho de 2016 D. Isabel de Bragança (1846-1921) — que teria sido a Imperatriz D. Isabel do Brasil da década de 1890 em diante — completa 170 anos de nascimento.

A chamada “Redentora”, por ter assinado a “Lei Áurea”, em 13 de maio de 1888, será festejada pelo Instituto que leva seu nome e é sediado em Brasília, DF, em parceria com diversas instituições.

Em 20 de maio, uma sexta-feira, a historiadora carioca Jaqueline Aguiar lança, no Ateliê Belmonte (Rua do Lavradio, 34 – Centro do Rio Antigo) o livro Princesas Isabel e Leopoldina: mulheres educadas para governar (Curitiba: Appris, 2016), fruto de suas pesquisas de mestrado em História da Educação na Universidade Católica de Petrópolis.

Em 29 de julho, o Museu Imperial, unidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) — autarquia vinculada ao Ministério da Cultura —, fará um evento temático sobre os 170 anos.

Em 31 de julho, na Catedral de São Pedro de Alcantara, o Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro, D. Roque Costa Souza, celebrará a Missa e rezará junto ao túmulo de D. Isabel. Por motivo de viagem a outra Diocese, D. Gregório Paixão, Bispo de Petrópolis, não poderá comparecer. D. Gregório é um monge beneditino sergipano que já foi auxiliar da Arquidiocese de Salvador e se interessa bastante pela História do Brasil, sendo autor, inclusive, de um livro sobre a história da própria catedral petropolitana, em que ele ressalta o papel de D. Isabel na construção do templo.

No fim de novembro, o Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, D. Sérgio da Rocha, celebrará um “Te Deum”, na capital federal. O Te Deum é uma cerimônia da Igreja Católica em que um hino latino de ação de graças do século IV — atribuído a Santo Ambrósio (†397), Bispo de Milão e um dos maiores influenciadores da obra de Santo Agostinho (354-430) — é entoado por coro e orquestra, em meio a diversas bênçãos e preces pela Nação. O local da celebração será o Santuário Dom Bosco, na Asa Sul, pois há uma grande ligação entre a chegada dos padres salesianos ao Brasil — mais especificamente em Niterói (RJ) —, na década de 1880, e a Princesa Imperial Regente, que se correspondia com São João Bosco (1815-1888) e o conheceu pessoalmente, na Europa.

Também previsto para novembro o lançamento de um livro intitulado Alegrias e Tristezas: uma autobiografia de D. Isabel do Brasil, organizado pelos historiadores Maria de Fátima Moraes Argon e Bruno da Silva Antunes de Cerqueira e editado pela Linotipo Digital, de São Paulo.

O livro conterá os textos de autoria da própria herdeira de D. Pedro II (1825-1891), impedida de reinar por causa da Proclamação da República (1889). Fátima Argon é presidente do Instituto Histórico de Petrópolis e pesquisadora (servidora) do Museu Imperial; Bruno de Cerqueira é fundador do IDII e indigenista e instrutor da Fundação Nacional do Índio (Funai). O prefácio da obra caberá ao Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, D. José Palmeiro Mendes, um grande estudioso da história da realeza brasileira. A contracapa do livro será da historiadora Isabel Lustosa.

Outro livro que está em fase de elaboração no ano atual é o “Príncipe Soldado” (título provisório), sobre D. Antonio de Orleans e Bragança (1881-1918), o caçula de D. Isabel, que teve vida curta, mas muito interessante. A biografia está sendo escrita pela historiadora paulista Teresa Malatian, já autora de D. Luiz de Orleans e Bragança, peregrino de impérios (São Paulo: Alameda, 2010) — livro que conta a história do segundo filho e herdeiro da Redentora, considerado por Gilberto Freyre (1900-1987) uma das grandes ameaças da Primeira República brasileira, em sua obra Ordem e Progresso (1957).

No segundo semestre de 2016, há previsão de um simpósio histórico-jurídico na Universidade de Brasília (UnB), sobre a “face feminina do Estado no Oitocentos brasileiro”, lembrando que o Estado luso-brasileiro (1815-1821) e, depois, brasileiro (1822-1889), conheceu diversas monarcas e herdeiras do trono mulheres, e que a investigação sobre suas vidas é minúscula.

Por fim, tanto D. Isabel quanto sua avó e antecessora na Chefia de Estado, D. Maria Leopoldina (1797-1826), serão inseridas no chamado Livro de Heróis da Pátria, que fica no Panteão da Praça dos Três Poderes, em Brasília, por iniciativa da Deputada Eliziane Gama (PPS-MA), que está dando entrada no projeto de lei. Eliziane Gama é titular de Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados.

D. Isabel — que o jornalista Assis Chateaubriand (1892-1968) visitou inúmeras vezes em Eu e Paris, e que considerava ter reinado, verdadeiramente, no exílio, acima dos partidos e das facções — morreu em 14 de novembro de 1921, no Castelo de Eu, na Normandia (França), após trinta e um anos de banimento e sem voltar a sua pátria.

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Para maiores informações, visitem-se www.idisabel.org.br e www.idisabel.wordpress.com.

E-mail: institutodonaisabel@gmail.com

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