Lançado o projeto “Passados Presentes” sobre a memória da escravidão

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As historiadoras Hebe Mattos (UFF), Martha Abreu (UFF) e Keila Grinberg (Unirio) — algumas das maiores especialistas em escravidão e abolicionismos, no Brasil —, em conjunto com as comunidades dos Quilombos de São José da Serra (Valença-RJ) e de Bracuí (Angra dos Reis-RJ) e do Jongo do Pinheiral (Pinheiral-RJ), estão lançando o projeto “Passados Presentes”, de turismo histórico-cultural, visando rememorar o tráfico transatlântico de africanos para a antiga Província do Rio de Janeiro, mas também apontar para a construção de numerosos movimentos de resistência cultural dos escravizados que recebem cada vez maior reconhecimento e enaltecimento na sociedade brasileira.

O projeto estará disponível no site www.passadospresentes.com.br.

A autodefinição do projeto é a que segue:

Os africanos chegados viveram o resto de suas vidas nas plantações de café no Vale do Paraíba, como a antiga fazenda de São José da Serra, cujas terras hoje formam o Quilombo São José, em Valença. Abolida a escravidão, em 1888, muitos de seus descendentes migraram para as áreas urbanas do Estado do Rio de Janeiro e transformaram a vida dessas cidades ao longo do século 20. A associação de jongueiros da cidade de Pinheiral, erguida em torno da antiga estação ferroviária, por onde muitos libertos chegaram, expressa esse movimento.

Com o objetivo de reconhecer essas histórias e estimular o turismo de memória no Rio de Janeiro, o projeto “Passados Presentes – memória da escravidão no Brasil”, em parceria com as comunidades, está construindo exposições permanentes no Quilombo do Bracuí, no Quilombo de São José da Serra e na cidade de Pinheiral. A sinalização turística e os memoriais a céu aberto buscam honrar as vítimas da tragédia da escravização e celebrar o patrimônio cultural negro erguido em terras brasileiras pelos que sobreviveram.

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