Difundido documentário sobre mulheres africanas produzido por brasileiros

O IDII divulga hoje, Dia Internacional da Mulher, o documentário “Mulheres Africanas – a rede invisível”.

Trata-se de trabalho importantíssimo, realizado por uma equipe de cineastas brasileiros. Seu resumo pode ser visto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=bTicnFDyA7g.

O vídeo está sendo lançado hoje, em São Paulo, pela rede Itaú de Cinema.

Projetadas mundialmente e participantes dos principais núcleos de discussão e decisão em seus países e também em organismos internacionais, cinco mulheres são mostradas como sustentáculo da organização política, econômica, comunitária e cultural africana por meio da narrativa da atriz Zezé Motta. A moçambicana Graça Machel, ativista política e esposa de Nelson Mandela, a liberiana Leymah Gbowee, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2011, a tanzaniana Mama Sara Masari, a empresária Luisa Diogo, ex-primeira-ministra de Moçambique, e a sul-africana Nadine Gordiner, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura (1991), contam suas histórias comoventes e envolvem o telespectador em uma profunda reflexão da vida e da atuação da mulher no continente.

O diretor de fotografia do longa-metragem é o Prof. Marco de Mesquita e Bonfim Romiti, mestre em Ciência da Comunicação pela USP e professor da ECA-USP. Romiti é um cineasta ítalo-brasileiro que já participou de outros trabalhos nessa área, como a série televisiva “Presidentes Africanos”, exibida em outubro de 2013 pela Band.

A curiosidade histórico-genealógica que relaciona Marco Romiti ao neoabolicionismo é que ele é bisneto de D. Maria José Villas-Boas Antunes de Siqueira (1862-1953), a célebre Baronesa de Bonfim, penúltima titular do Império a falecer no Rio de Janeiro. O marido dela, o banqueiro e proprietário rural José Jeronymo de Mesquita (1856-1895), foi titulado 2º Barão de Bonfim pela Princesa Imperial Regente D. Isabel, em 19 de agosto de 1888, em reconhecimento pela libertação de trezentos escravos em 1886 e a obra educacional que o casal implementava em suas terras, para os filhos dos antigos escravizados e dos colonos em geral.

Marco Romiti é primo do gestor do IDII, Bruno Antunes de Cerqueira.

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