IDII e Linotipo Digital relançam O IMPERADOR NO EXÍLIO

A parceria entre o IDII e a Linotipo Digital produziu seu primeiro fruto, com o relançamento de O Imperador no Exílio, do Conde de Affonso Celso (1860-1938), obra publicada cento e vinte anos atrás, em 1893.

O evento ocorreu ontem, na Sala dos Fundadores da Academia Brasileira de Letras, instituição idealizada e presidida pelo Conde de Affonso Celso.

O convite para o lançamento pode ser visto aqui.

Prestigiaram o evento os Acadêmicos Alberto da Costa e Silva (sócio hon. do IDII), Alberto Venancio Filho, Domício Proença, Geraldo Holanda Cavalcanti, Marco Lucchesi e Merval Pereira.

Logo no início, houve uma singela homenagem ao Acadêmico Luiz Paulo Horta (1943-2013), falecido recentemente. Sendo sobrinho-bisneto do Conde de Affonso Celso, fez-se um minuto de silêncio em sua memória.

Na ocasião, nosso gestor pronunciou o discurso que pode ser lido abaixo. Estiveram presentes os Conselheiros Laila Vils, Maria Cecília Penna, Maria Augusta Paula, Laerte Zanetti, Bruno Hellmuth, Luís Severiano Rodrigues e Thyago Mathias.

As fotos que seguem são do jornalista Guilherme Gonçalves, da ABL.

Excelências, Senhores Acadêmicos
Emb. Geraldo Holanda Cavalcanti, Secretário-Geral da ABL, neste ato representando a Presidente Ana Maria Machado & Prof. Domício Proença Filho, Primeiro-secretário;
 
Alteza, Senhor Dom Eudes de Orleans e Bragança e Wittelsbach, trineto de S.M.I. Dom Pedro II, o grande homenageado desta noite;
 
Excelência Reverendíssima, Senhor D. José Palmeiro Mendes OSB, Abade territorial emérito de Nossa Senhora do Monserrate (Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro);
 
Senhoras Familiares do Conde de Affonso Celso, D. Isabel de Ouro Preto Corrêa do Lago (bisneta) e D. Maria de Lourdes de Alencar Parreiras Horta (sobrinha-bisneta);
 
Senhora Presidente do Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, D. Laila Vils, e demais Conselheiros;
 
Demais autoridades, minhas senhoras, meus senhores, muito boa noite.
 
Cabe-me aqui somente agradecer. Em nome do Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, que idealizei e fundei, juntamente com meu padrinho, Professor Otto de Alencar de Sá Pereira e outros sonhadores, em 2001, no salão nobre da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos do Rio de Janeiro. Agradecer a Deus e a todos Vocês que, conosco, ajudam a manter vivo esse sonho.
 
Qual era e qual é esse sonho? O sonho de que o Brasil seja plenamente redimido de seus quatro séculos de escravidão. De que a obra dos grandes homens e das grandes mulheres que teceram o Abolicionismo do Oitocentos, e também de seus predecessores, se conclua. De que o Brasil finalmente veja a abolição da miséria, conceito rebouciano que aplicamos a todos os campos do social: o econômico, mas também o político, o religioso, o cultural.
 
Que os Brasileiros sejamos todos igualados em oportunidades. Que a Educação seja, de fato, a mola-mestra deste País, que foi sonhado e gestado por mentes como a de José Bonifácio, grande autor que influenciou Nabuco, Taunay, Rebouças e muitos dos líderes abolicionistas.
 
Que o Brasil saiba honrar condignamente esses heróis nacionais, mormente, voltando seus olhos para aqueles a quem eles devotaram suas vidas: os párias sociais de todas as origens, de todas as cores, com especial destaque para os negros e os indígenas.
 
Em nome da memória da Redentora da História do Brasil, aquela que não reinou por ser mulher, por ser abolicionista, por ser católica ultramontana, por ser voluntariosa, autêntica, destemida e tenaz, agradecemos pela Brasilidade que todos veneram e pela qual labutam. Sem exacerbações, sem fanatismos. Ao contrário, com conhecimento, com estudos, com pesquisas, com muito labor e muita produção literária. A Brasilidade que faz desta Casa de Letras, a ABL, uma espécie de repositório das tradições nacionais, um quase panteão da pátria.
 
Em nome do neoabolicionismo, movimento que nosso Instituto enceta, e que visa o resgate histórico-cultural e a retomada social do abolicionismo do XIX, agradecemos a oportunidade de rememorar tantos e tantos vultos da Brasilidade, que estão elencados neste O IMPERADOR NO EXÍLIO, do Conde de Affonso Celso, que agora todos têm em mãos.
 
Em nome dos dirigentes e sócios que mantemos o IDII, a Presidente Laila Vils e eu agradecemos ao colega Conselheiro Laerte Lucas Zanetti, antigo Presidente do IDII, que com seu sócio Marcio Scansani, enxergou na republicação dessa obra não somente uma possibilidade de ganho editorial, mas, sobretudo, uma demonstração indelével de amor ao Brasil e àquele a quem Rio Branco chamava de “o maior dos Brasileiros”: Dom Pedro II.
 
Muito obrigado a todos!
 
Termino, como Affonso Celso: viva o Brasil!
 
Bruno da Silva Antunes de Cerqueira
 
 

O livro pode ser adquirido no seguinte endereço:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=42151090&sid=896015177151026650484743711

 
 

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