TV Rede Petrópolis – Muitas comemorações em Petrópolis pelo dia da abolição

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Muitas comemorações em Petrópolis pelo dia da abolição

Muitas comemorações em Petrópolis pelo dia da abolição

Para lembrar os 125 anos da Lei Áurea, o Museu Imperial promoveu na tarde de ontem (13) uma mesa redonda com o tema A abolição em revista, além de inaugurar a exposição de ikebana com o tema A simbologia da Camélia na História e na Arte, com coordenação da historiadora do Museu Imperial Cláudia Costa e apoio da Academia Sanguetsu. A exposição vai até o dia 19, com entrada franca. As atividades tiveram início às 14h e marcaram também o início da 11ª Semana Nacional de Museus. A mesa redonda foi mediada pelo diretor do Museu Imperial, professor Maurício Vicente Ferreira Jr., e contou com a participação dos convidados Eduardo Silva, pesquisador da Fundação Casa Rui Barbosa, e Bruno de Cerqueira, diretor do Instituto Cultural D. Isabel, a Redentora.

As atividades também aconteceram na Casa Cláudio de Souza, onde às 18h30 a doutora Maria de Fátima Argon, associada titular do Instituto Histórico de Petrópolis (IHP), ministrou a palestra A Princesa Isabel e suas batalhas. O evento contou com a presença de Pedro Carlos de Orleans e Bragança, bisneto, e de Manuel Orleans e Bragança, trineto da Princesa Isabel. O professor Bruno de Cerqueira, diretor do IHP, abordou o tema Abolicionismo e Neoabolicionismo, as duas faces da mesma moeda. Ao abrir o evento de ontem, o diretor do Museu Imperial ressaltou que a escravatura é um tema que ainda não se esgotou e lembrou que o Brasil foi um dos últimos países a conceder a liberdade aos negros.

O pesquisador Eduardo Silva, da Fundação Casa Rui Barbosa, abordou não só o movimento abolicionista, como também o papel e as conquistas da mulher – com base nas atitudes revolucionárias da Princesa Isabel – da época e a simbologia da camélia, que representa “a abolição radicial e o movimento underground”, iniciado nos Estados Unidos, que se caracterizava pela luta secreta, no caso do Brasil, contra o sistema escravista. Segundo o pesquisador, a força do movimento do quilombo abolicionista – que se espalhou por todo o Brasil na época – foi responsável por conseguir que a Lei Áurea fosse discutida num dia e aprovada e assinada (pela princesa Isabel) logo no seguinte, o domingo 13 de maio de 1888. “Não existia Brasil antes deste 13 de maio. Existia o estado, mas não a nação brasileira”, afirmou Eduardo, acrescentando que eram dois polos subordinados: os escravos e a mulher. Segundo ele, Isabel não estava à altura de mudar o modelo da época, mas com o respaldo da participação popular – em especial a elite negra – ela conseguiu fazer com que o estado desse à sociedade a liberdade conquistada por ela mesma.

O Museu Imperial mantém em seu acervo dois importantes objetos deste dia fundamental para a história: a pena usada pela princesa Isabel e um quadro, revelando o momento da assinatura da Lei Áurea.

Redação Tribuna

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