SBT – memória de D. Isabel vence no programa “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”

Em disputa com a personagem política e intelectual do Presidente Fernando Henrique Cardoso, que governou o Brasil de 1995 a 2003, a memória de D. Isabel I – enquanto “Princesa Isabel” – saiu vencedora no programa popular “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos”, apresentado ontem, no Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), às 23h30min.

A votação ocorre via internet e por envio de SMS. A personagem de D. Isabel recebeu cerca de 64% dos votos, durante a votação que precede ao programa, uma semana antes.

No momento do programa, ao vivo, foi convidado a ser “embaixador” da Redentora seu bisneto, o Príncipe D. João Henrique, o mais midiático membro da Família Orleans-e-Bragança.

Os links para os vídeos estão abaixo.

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A notícia da página do programa “O Maior Brasileiro de Todos os Tempos” que reporta a final da “disputa” entre as duas figuras públicas tem o seguinte teor:
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Princesa Isabel venceu a eliminatória que disputou com Fernando Henrique Cardoso na noite desta quarta, 29 de agosto, em O Maior Brasileiro de Todos os Tempos.

Representada no palco pelo príncipe Dom João Henrique de Orleans e Bragança, seu bisneto, Princesa Isabel obteve 64,2% dos votos e foi anunciada por Carlos Nascimento como a vencedora da noite.

CONHEÇA A TRAJETÓRIA DE PRINCESA ISABEL

O maior legado da princesa Isabel é evidentemente a libertação dos escravos. Mas, o que muita gente não lembra ou nem sabe, é que ela mostrou como um governante deve agir em benefício do povo.

Seres humanos tratados como mercadoria, submetidos às vontades dos seus ‘donos’. Esta era a situação de aproximadamente 700 mil brasileiros negros e escravos na época da Princesa Isabel.

Como acontece até hoje na política, muitos interesses econômicos estavam envolvidos. Libertar os escravos significava mexer com senhores poderosos. E eles faziam ameaças ao próprio imperador.

Por ser mulher, muitos não acreditavam que ela teria força no governo. Mas a princesa conseguiu que seus aliados ganhassem prestígio e poder. E assim abriu caminho para a provação da Lei Áurea.

A princesa Isabel sabia que perderia o trono. E também o direito de viver na sua pátria amada. Mas ela não hesitou. Aceitou pagar esse preço tão alto.

Enquanto as senzalas festejavam, no Palácio Imperial a princesa e sua família eram expulsos do Brasil. Mas, o bem já estava feito: a liberdade era lei.

Ela colocou os interesses do povo acima dos seus. E assim nos deixou como herança a liberdade e o orgulho de ter alguém tão nobre na nossa história política.

LINHA DO TEMPO

Ela não era uma princesa de contos de fadas. Mas foi uma heroína da liberdade. Princesa Isabel.

Em 1846, o mundo assombrou-se com a aparição da Virgem Maria em La Sallete, França. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, nascia a Princesa Isabel, aquela que seria reconhecida pela sua fé católica e a libertação dos escravos.

Em 1850, com apenas 4 anos, foi  proclamada oficialmente a herdeira do trono brasileiro. Aos 14 anos, a Princesa Isabel jurou obediência à Constituição.

Em 15 de outubro de 1864, a Princesa Isabel casou-se com o Conde D´Eu e veio morar aqui, no Palácio da Guanabara. Dizem as crônicas da época que o casal era realmente apaixonado.

Em 1869, o conde D´Eu assumiu o comando das tropas aliadas na guerra do Paraguai. 

Em 1871, enquanto Dom Pedro II foi viajar pela Europa, a princesa Isabel assumiu a regência do Brasil, tornando-se a primeira mulher a governar o nosso país. E ela tinha apenas 25 anos!

No mesmo ano, foi assinada a Lei do Ventre-Livre, que deu a liberdade para os filhos de mães escravas.

A falta de filhos do casal real preocupava toda a nação. Mas, em 1875, depois de 11 anos de casamento, nasceu em Petrópolis o primeiro filho da princesa Isabel, Pedro de Orleâns e Bragança. Depois ela ainda teve mais dois filho.

Um ano depois, a princesa Isabel assumiu a regência pela segunda vez, o que provocou o início de uma campanha anti-monarquista.

Em 1880, a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão foi fundada por Joaquim Nabuco. Em 1881, ano em que nasceu o terceiro filho, a família retornou para o Brasil.

Em 1885, foi promulgada a lei do Sexagenários, que libertou os escravos com mais de 60 anos. Em 1887, a princesa Isabel assumiu a regência do Brasil pela terceira vez.

Chegamos ao ano de 1888. Politicamente, o país estava em ebulição! Os antimonarquistas lançavam calúnias e mais calúnias contra a princesa. Por outro lado, havia ameaças de que a família real perderia apoio caso a escravidão fosse abolida. Mas, amparada pelo imperador, a princesa Isabel assinou a lei que libertava todos os escravos, tornando o Brasil um país de homens livres.

Um ano depois, os militares se rebelaram e proclamaram a República. A família real foi banida e a Princesa Isabel foi morar na França.

Em 1920, a lei do banimento foi revogada e a família real poderia voltar ao país. Mas como estava muito idosa, não pôde fazer a última viagem para sua terra natal.

Em 1921, perdemos uma grande cidadã. Ela morreu em Paris, com o coração partido por estar longe dos amigos, de todos os brasileiros e do país que tanto amou. A princesa Isabel fechava para sempre ‘aqueles olhos cheios de lembranças do Brasil’.

*Fotos: Reprodução

O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS
Toda quarta, às 23h30

 
 
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