Conselheiro do IDII lança página de associação nobiliárquica internacional

O Barão de Saboia-Bandeira-de-Mello e Conselheiro do IDII João Pedro de Saboia Bandeira de Mello Filho, Subprocurador-Geral da República do Brasil, acaba de lançar a página da diretoria regional da “Comissão e Associação Internacional de Nobreza”, em Inglês “The International Comission and Association on Nobility”, uma entidade nobiliárquica europeia sob os auspícios de Sua Alteza Real o Augusto Senhor Leka, Príncipe-Chefe da Casa Real da Albânia — visto pelos monarquistas e tradicionalistas de seu país como “Leka II, Rei dos Albaneses”.

Leka — de seu nome completo Leka Anwar Zog Reza Baudouin Msiziwe Zogu — é o único herdeiro da dinastia  albanesa Zogu, estabelecida enquanto casa real da Albânia em 1928, quando seu o avô, o Bei Ahmet Muhtar Zogu (1895-1961), governador hereditário da província de Mati (região central do país) foi coroado rei.

A Albânia era uma das centenas de nações pertencentes ao poderoso Império Otomano. Em fins do século XIX os nacionalistas iniciaram a revificação da figura heroica de Skanderberg (1405-1468), um general albanês que chefiou as tropas nacionais contra os invasores turcos no século XV. Em 1912 o Grão-Sultão reconheceu a independência da Albânia, apoiada na força das potências europeias. Estas colocaram no poder do recém-criado Principado da Albânia o Príncipe Wilhelm de Wied (1876-1945), sobrinho da rainha romena Elisabeta (1843-1916), a famosa poetisa “Carmen Silva”.

O Príncipe Wilhelm reinou como Vidi I entre março e setembro de 1914 de facto, quando fugiu do país temendo levantes. Permanceu considerado soberano do país (de jure), internacionalmente, até janeiro de 1925, quando a República Albanesa foi proclamada. A Albânia tem uma história parte cristã, parte muçulmana, mas devido ao jugo otomano durante cinco séculos predomina na população o culto maometano. Sendo o Príncipe de Wied um luterano e não pretendendo renunciar a sua religião para abraçar a fé da maioria albanesa, isso o incompatibilizava com os dirigentes nacionais.

Em 1921, tornou-se ministro do Interior o Bei Ahmet Zogu. No ano seguinte ele ascendeu à chefia do ministério e passou a governar a Albânia. Em 1925, com a proclamação da República, ele foi eleito seu Presidente. Três anos depois, em setembro de 1928, o parlamento o proclamou “Zog I, Rei dos Albaneses”, dando nova constituição ao país. O juramento do novo rei se deu tanto sobre o Corão, quanto sobre a Bíblia…

Considerado o “pai” da Albânia moderna, ele tentou com todo esforço transformar seu país agrário e pobre em um Estado nacional minimamente estruturado. A capital, Tirana, foi inteiramente modernizada por Zog, que a princípio contava com apoio italiano.

O Rei Zog desposou a condessa austro-húngara Geraldine Aponny de Nagy-Appony (1915-2002) em abril de 1938. O casal gerou o príncipe-herdeiro, Leka, nascido em 5 de abril de 1939. Dois dias depois, a Itália fascista invadiu a Albânia e proclamou que o novo rei era o monarca savoiano Vittorio Emanuelle III (1869-1947).

Exilado primeiramente no Egito, depois na Suíça e, por fim, na França, e mantendo assíduo contato com as dinastias muçulmanas, Zog I faleceu em Suresnes (França) em abril de 1961. Em 15 de maio de 1961 seu filho Leka foi aclamado por uma junta de albaneses exilados como “Leka I, Rei dos Albaneses”, no Hotel Bristol em Paris.

Leka I desposou a aristocrata australiana Susan Barbara Cullen-Ward (1941-2004) em outubro de 1975, em Biarritz. Ela passou a ser conhecida como “Rainha Susan dos Albaneses” a partir de então. Eles geraram o atual Príncipe Leka, que nasceu em Johanesburgo, África do Sul, em 26 de março de 1982.

A diretoria regional brasileira da Comissão e Associação Internacional de Nobreza pretende realizar eventos e parcerias que deem visibilidade aos valores e diretrizes que representa, quais sejam a caridade social, a defesa do parlamentarismo monárquico, o resgate dos valores aristocráticos e outros.

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