Lançado livro sobre escravidão

Estudo pioneiro revela as contradições da escravidão no Brasil Império

 

A política da escravidão no Império do Brasil revela as muitas contradições da sociedade escravista do século XIX: a defesa da liberdade e o incremento da escravidão, o liberalismo econômico e o aumento do fluxo de escravos para o Brasil, entre outros. O pesquisador Tâmis Perron mostra como a abolição do tráfico de escravos, instituída em 1831, encontrou feroz oposição das forças conservadoras, que em 1835 conseguiram reverter o quadro e elevar o contrabando de escravos a uma escala sem precedentes. Este lançamento da Editora Civilização Brasileira (www.record.com.brchega às livrarias na próxima semana.

 

A política da escravidão no Império do Brasil

Tâmis Parron

Editora Civilização Brasileira

378 páginas

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 49,90

 

A política da escravidão no Império do Brasil apresenta uma detalhada investigação sobre as contradições da escravidão no Brasil do século XIX. O pesquisador Tâmis Parron estabeleceu como recorte o período de 1826-1865 para analisar contrassensos como a defesa da liberdade e o incremento da escravidão ou população livre com várias garantias constitucionais, que dependia dos cativos para exercê-las.

 

“Durante o século XIX, toda defesa da escravidão e do tráfico negreiro se escorou no liberalismo, e essa triste, embora eficaz, fusão ajuda a esclarecer o fenômeno da dupla expansão da liberdade e do cativeiro, da riqueza e da miséria, num país que ansiava (e ainda anseia) por pertencer ao futuro da civilização e do progresso humano”, destaca o autor.

 

As ações e os discursos que proprietários, negociantes e parlamentares sustentavam ganham um novo olhar. Através desta análise, o autor procura explicar a expansão da escravidão em meio a revoltas de cativos, disputas partidárias e a própria construção do Estado Nacional brasileiro.

 

O antiescravismo internacional e a formação mundial da economia de mercado também são destacados neste estudo pioneiro de Parron. Enquanto, a partir de 1770, o sistema colonial dava lugar à economia mundial de livre mercado em toda a América fez com que a escravidão desaparecesse em diversos países, três regiões não experimentaram esta mudança: o sul dos Estados Unidos, Cuba  e o Império do Brasil. O autor explora mais este paradoxo e explica como foi possível que a escravidão ganhasse força nestas três sociedades.

 

Tâmis Parron é mestre em História Social pela FFLCH-USP. Organizou o livro Cartas a favor da escravidão, de José de Alencar (Hedra, 2008), e é co-autor de Escravidão e política: Brasil e Cuba, c. 1790-1850, com Márcia Berbel e Rafael Marquese (Hucitec, 2010). Atualmente, prossegue seus estudos sobre escravidão e política no Brasil e em outros espaços atlânticos do século XIX.

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