Memória: 100 anos do casamento de D. Luiz do Brasil e D. Maria Pia das Duas Sicílias

Cartão de propaganda do antigo Diretório Monarchico do Brasil
(Acervo Digital do IDII)

Há exatos cem anos, D. Isabel I realizava um de seus maiores sonhos: ver seu filho e herdeiro, D. Luiz de Orleans e Bragança (*1878 †1920), unir-se matrimonialmente a sua sobrinha, D. Maria Pia di Borbone (*1878 †1973).

Para o casamento, que foi celebrado na Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem em Cannes, ela fez questão de convidar centenas e centenas de brasileiros. Estando exilada na França há mais de 19 anos e com imensas saudades de nosso País, a Redentora quis fazer da união principesca um momento de exaltação da brasilidade; convidou vários bispos para celebrarem o consórcio, em especial D. Antonio Xisto Albano (*1859 †1917), filho de José Francisco da Silva Albano (*1830 †1901), emérito líder católico e abolicionista do Ceará que ela havia titulado Barão de Aratanha, em 03.12.1887.

D. Xisto Albano celebrou o enlace e tudo transcorreu belamente; logo os recém-casados partiram a caminho do Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em Paray-le-Moniel.

A alegria de toda a Família foi imensa ao ver que D. Luiz e D. Maria Pia se enamoraram rapidamente e que o fruto da abençoada união estava a caminho. Com efeito, em 13 de setembro de 1909 nasceu D. Pedro Henrique de Orleans-e-Bragança e Borbone, o almejado Príncipe do Grão-Pará.

Hoje honramos a memória daquele que a História cognominou “Príncipe Perfeito”, sem deixar de realçar a de sua consorte, D. Maria Pia, que viveu longos 53 anos de viuvez e cuja filha caçula (D. Pia Maria, Condessa René de Nicolaÿ, já falecida), teve a graciosidade de legar-nos a biografia em Les Temps de Ma Mère.

A tradução de Les Temps de Ma Mère para o Português é do Prof. José Ubaldino Motta do Amaral, mas permanece inédita; atualmente, serve à biografia de D. Luiz que a Profª. Dra. Teresa Malatian (UNESP) está escrevendo.

Patrioticamente,

Os Conselheiros do IDII.

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