130 ANOS do início da SEGUNDA REGÊNCIA da Princesa Imperial D. Isabel

Foi gracioso o Domingo LAETARE da Quaresma Cristã em que coincidentemente celebramos os 130 ANOS do início da SEGUNDA REGÊNCIA da Princesa Imperial D. Isabel (26 de março de 1876 a 26 de setembro de 1877).

Conforme ressaltou o Capelão da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro em sua homilia, este Domingo é, dentro do quadro de reflexão profunda e penitência a que são chamados os cristãos durante a Quaresma, um dia de muita alegria, ainda que de alegria incompleta.

O IDII havia enviado aos seus Sócios e Amigos, por todo o Brasil e exterior, a seguinte mensagem-convite:

Rememorando e louvando o dia em que se completam os

130 anos do início da Segunda Regência de D. Isabel (1876-1877),

o Conselho de Administração do Instituto D. Isabel I

tem a grata satisfação e a honra de convidar para a

Cerimônia de Entrega dos Títulos de SÓCIO HONORÁRIO DO IDII

às seguintes Autoridades:

Embaixador e Acadêmico ALBERTO DA COSTA E SILVA;

Embaixatriz Michelle Corrêa da Costa, viúva do Acadêmico SÉRGIO CORRÊA DA COSTA;

Profª. Dra. BEATRIZ KUSHNIR, Diretora do Arquivo-Geral da Cidade do Rio de Janeiro;

Prof. MAURO RIBEIRO VIEGAS, Provedor da Imperial Irmandade da Glória do Outeiro;

Senhor DALMIRO DA MOTTA BUYS DE BARROS, Presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG);

Prof. Dr. ALEXANDRE DE MIRANDA DELGADO, Sócio do IHGB.

Findada a Missa, que contou com a ilustre presença de S.A.R. a Princesa D. Isabel de Orleans-e-Bragança, trineta homônima da Redentora, passaram-se todos para o Salão Nobre da Irmandade, onde ocorreriam as titulações.

Após breves palavras do Senhor Provedor, dando as boas-vindas à Princesa e aos Conselheiros do IDII presentes, ele concedeu a palavra ao Prof. Bruno de Cerqueira. Este fez o relato que se segue, sobre as regências da Redentora, enfatizando a 2ª Regência.

Comemoramos hoje os exatos 130 anos do início da segunda Regência de D. Isabel na Chefia de Estado do Brasil, lembrando as palavras do Prof. Antonio da Rocha Almeida, em seu Dicionário de História do Brasil:

“Em três ausências do pai, teve D. Isabel de assumir a Regência do Império. Na primeira, coube-lhe assinar os decretos concedendo facilidades à naturalização dos estrangeiros; reformando a organização judiciária; mandando proceder ao censo do Império; firmando a paz e estabelecendo relações de amizade e comércio com o Paraguai. Seu principal ato foi, porém, a assinatura da lei do Ventre Livre, de 28.9.1871. Na segunda regência tomou medidas importantes sobre a instrução pública, criando várias escolas primárias e normais e reestruturando o Colégio Naval. Na terceira, tomou medidas tendentes a obter uma rigorosa descentralização administrativa; mandou construir casas para operários; executar as leis do Registro Civil; criou e reestruturou importantes órgãos governamentais, como o Museu Nacional, o Instituto Metereológico, o Asilo de Meninos Desvalidos, os serviços postais e telegráficos e muitos outros.”

D. Isabel seguiu amplamente as orientações do Pai, que já foram inclusive publicadas pela Editora GRD de SP, no livro Conselhos à Regente de como melhor governar.

Lourenço Luís Lacombe ressalta a docilidade e o prazer que ela sentia em comutar penas de morte e perdoar réus… segundo ela própria, era “uma das únicas atribuições de que gosto no tal poder”.

Em janeiro de 1877, ela nomeou para o Senado Imperial o General Osório, Marquês do Herval, que foi ovacionado pela população. Ele era considerado o “Caxias” dos Liberais e era bem próximo de D. Gastão, Conde d´Eu e da Princesa Regente. Também neste ano é que se desenvolverá uma grande seca no Nordeste — então chamado Norte do Império. Ela providenciou ações governamentais de ajuda e abrigo aos flagelados e campanhas de arrecadação de fundos para o início da resolução do problema.

Neste dia, temos nós do Instituto D. Isabel I a honra e o dever de louvar a obra dos BRASILEIROS que tanto fazem pela preservação da memória do Império do Brasil e da Redentora: são eles o grande diplomata e historiador SÉRGIO AFFONSO CORRÊA DA COSTA; o também diplomata-historiador ALBERTO VASCONCELLOS DA COSTA E SILVA; o historiador ALEXANDRE MIRANDA DELGADO; o museólogo DALMIRO DA MOTTA BUYS DE BARROS; a historiadora BEATRIZ KUSHNIR e o arquiteto MAURO RIBEIRO VIEGAS.

Dois homenageados não puderam comparecer em dia que foi particularmente chuvoso no Rio de Janeiro: o Embaixador Alberto da Costa e Silva, adoentado em casa nas Laranjeiras e que foi representado por seu sobrinho, Pe. Sérgio Costa-Couto, e a Diretora do Arquivo-Geral da Cidade do Rio, Profª Bia Kushnir, que coordena o Festival Internacional de Documentários na Prefeitura.

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FOTOGRAFIAS REALIZADAS PELO
SENHOR LUÍS MENDES,
AOS SERVIÇOS DO INSTITUTO D. ISABEL I

O Provedor Mauro Viegas e o Pe. Sérgio Costa Couto abrem o evento.

O Presidente do IDII, após montar uma “Mesa de Honra”, tendo D. Isabel Eleonora ao centro, faz pequeno discurso e inicia as titulações.

A Embaixatriz Viúva Sérgio Corrêa da Costa recebe o Título póstumo de seu marido.

Prof. Alexandre Delgado agradece sensibilizado por seu Título.

O Presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia recebe o Título de Sócio Honorário do IDII.

Pe. Sérgio, sobrinho-representante do Emb. Alberto da Costa e Silva Capelão da Irmandade e Reitor da Igreja da Glória do Outeiro, diz algumas palavras de reconhecimento ao trabalho do IDII.

Pe. Sérgio agradece em nome de seu tio e esclarece o motivo de sua ausência.

Prof. Mauro Ribeiro Viegas, Provedor da Imperial Irmandade e um dos mais antigos membros da mesma, recebe seu Título.

Ao fim da cerimônia, D. Isabel posa com o Provedor e a Provedora (Senhora Elza de Noronha Viegas) e o Prof. Dalmiro Buys de Barros.

Como em todos os últimos domingos do mês, cantou-se o tradicional “Parabéns pra você”, aos aniversariantes do mês da Imperial Irmandade.

A Princesa ajuda as aniversariantes a cortarem o bolo.

A Princesa conversa com um grande amigo de sua Família, Prof. Fernando Tasso Fragoso Pires, antigo Provedor da Irmandade e autor de excelentes livros sobre as fazendas do Vale do Paraíba.

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